2.11.08

Curta

Estava andando na rua hoje, trajando um chapeuzinho de pescador, daqueles que foi moda há uns anos e que ainda pode ser visto nas cabeças dos descolados e estilosos frequentadores de boites em NY. O propósito do meu chapéu era o original - proteção solar - mas tudo bem, compunha um estilo também.

Ao atravessar a rua, vi uma figura trajando calça social "descolada", camisa escura e... um chapéu social! Fazia um belo estilo e chamava a atenção, especialmente considerando o céu azul anil e o calor de quase 40o. Praticamente impossível essa pessoa não ter me visto também, dado que não havia mais ninguém atravessando a rua a 3m de distância. Como eu nunca uso chapéu (salvo bonés para pedalar), senti que nossos assessórios de cabeça fizeram uma conexão psíquica.

Nesses momentos, não sei o que fazer. Não sei se devo fazer algo, mas sinto que gostaria. Gostaria de ter a desenvoltura e desinibição para abrir um largo sorriso, despretencioso, que fosse apenas reconhecer a conincidência ali vivida e viver uma gargalhada. E com isso não espero resposta, mas apenas uma forma de expressão.

Sem contar que pessoas que abrem sorrisos (ainda que sem razões) devem ser mais felizes e alegres do que aquelas com olhos envergonhados, que viram a cabeça rapidamente para o outro lado, evitando o olhar alheio.

1 comment:

Cwolff said...

Na próxima vez, olhe! Não desvie o olhar. O que é autêntico é bom, não é possível que as pessoas não tenham mais coragem de se olhar...